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A Granja Viana iniciou com o desmembramento, ou loteamento, da antiga Fazenda Carapocuyba em 06.08.1945. "As terras daquele sertão Carapicuibano..., foram divididas entre outras famílias por Junqueira de Aquino, J. Giorgi, Niso Viana, Monfort Ivanko, Maronna, Justo Novaes, Kenvorth, Martins, Danato, Rezende Junqueira, Vasconcelos, Tamai, Saad, Anthero Camargo, Vieira Freitas, Godoy, Nasser, Auada, Lopes Migara, Rollo, Valle, Lorenzano, Souza, Oliveira, Guimarães, Priolli, C. Baptista, Chohachi Kato, Passos Mesquita, Campos, Gama, Sampaio, Dalsboarg, Rebellato, e Família Quadros.

O Sr. Niso Viana, foi uma pessoa essencial no desenvolvimento da região. No quilômetro 24 da Raposo Tavares, ele instalou sua primeira propriedade rural. Ali iniciou a construção da Capela Santo Antonio. Com a ajuda do Dr. José Luiz Fleury de Oliveira, Dr. Alberto Figueiredo e das Irmãs Camilianas iniciou um trabalho de assistência social. Doou para as freiras o prédio e terrenos onde estão instaladas até hoje e construiu a primeira escola da região, lutando contra o trabalho infantil e incentivando o plantio da terra.

Nossa história inicia-se em 1939. Niso Viana, industrial do ramo de fertilizantes, comprou uma propriedade com instalações para gado de leite na área que chamamos hoje Granja Velha, (região próxima ao Recanto São Camilo, na continuação da Rua José Felix ), incentivado pelo irmão mais moço, Genuíno Viana, um apaixonado pela criação de gado de leite. Mais tarde comprou novas terras para o plantio de eucaliptos entusiasmado com o que chamamos hoje de reflorestamento. Em 1943 importou gado da Holanda, Estados Unidos e Canadá. "O gado de leite Holandês do sul de Minas Gerais formou-se com boa parte dos animais vindos da Granja Viana".

A origem do nome Granja Viana remonta a atividade principal da fazenda naquela época: uma Granja de leite.

A região era povoada por trabalhadores de olarias e por horticultores japoneses. Impressionado com o trabalho de crianças nas olarias, que já apresentavam deformações nos braços e mãos, Niso Viana fundou a primeira escola, que tinha como objetivo a alfabetização de adultos e crianças além do ensino do cultivo da terra (hortaliças), criando assim possibilidades de um enraizamento na terra. Para conseguir que os pais mandassem as crianças para escola, Niso instituiu a merenda escolar para as crianças e para as famílias também, isto ainda na década de 40!

Seguindo o mesmo propósito trouxe mais tarde os amigos Rotaryanos que fundaram o Lar Escola Rotary, onde, em meados de 1982 passou a ser o Colégio Rio Branco mantido até hoje pelo Rotary. Parte da área da antiga escola estadual foi desapropriada para construção da escola Vinicius de Morais.

Em 1951 várias famílias detentoras de terras na região, inclusive os Viana, começaram a lotear suas terras. O primeiro loteamento foi Vila Santo Antonio de Carapicuíba que abrange a igreja do km 24 e adjacências. Podemos dizer que este foi o início do que conhecemos hoje como Granja Viana.

Niso loteou duas áreas distintas, as áreas nobres, vendidas como chácaras para amigos Rotaryanos que construíram casas de campo (Hoje é área formada por 4 vias principais: Av. São Camilo, Av. José Félix de Oliveira, Cherubina Viana e Rua Direita e suas transversais) e loteou áreas menores para os empregados que eram vendidas à estes por um valor baixo e à longo prazo ( toda a região onde hoje estão situadas a Telesp, delegacia, guardas rodoviários...).

Depois da Vila Santo Antonio de Carapicuíba, vieram as Chácaras do Lago em 1960, Chácaras Viana, Chácaras Refúgio, Chácaras São Fernando (o São Fernando Golfe Clube surgiu para incentivar as vendas dos lotes desta chácara), Chácaras São João (terras próximas ao que hoje é o condomínio Palos Verdes). Foi com o "boom" imobiliário da década de 70, que em 1972 iniciaram-se os primeiros loteamentos "fechados" com o grande condomínio Granja Velha 2, o condomínio Jardim Colonial, o Parque Silvino Pereira, o Jardim Primavera, e outros loteamentos da família Junqueira ao longo da avenida São Camilo, como Granja Velha, Chácaras da Fazendinha, Impla , chácaras dos Paineiras etc...

Depois deste "boom" Imobiliário houve um marasmo de quase 15 anos. De 1995 para cá o setor imobiliário vem se reaquecendo.

Fonte: Site da Granja (www.granjaviana.com.br)

História do Jornal daqui

O Jornal d’aqui nasceu em 1979.

Peter Papenburg presenteou sua esposa, Bettina, integrante da diretoria da ASSA (Assistência Social Santo Antônio), com seis edições do que seria o primeiro jornal do bairro da Granja Viana.

Com a finalidade de divulgar os eventos culturais do recém inaugurado teatro/salão da ASSA, a primeira edição do Jornal d’aqui anunciava o concerto do pianista João Carlos Martins. Eram 3 mil exemplares, distribuídos no centrinho da Granja.

Ao cabo de seis meses, o jornal já não podia parar. Foi nesta ocasião que Toni Somlo entrou no Jornal e ela e Bettina passaram a tocar o empreendimento juntas, com a colaboração voluntária de outros “granjeiros”.

O bairro foi crescendo e com ele, o Jornal também: dos iniciais 3.000 exemplares, foi aumentando a circulação, ampliando a distribuição, arregimentando novos colaboradores.

Nos primeiros anos, a publicação era mensal. Com o tempo, passou a ser quinzenal.
Com a saída da Bettina, em 2000, Toni assumiu totalmente a direção.

Juntos, comunidade e Jornal d’aqui, lutaram contra a instalação da ZUPI (Zona de Uso Preferencialmente Industrial) na região, evitaram a construção de prédios, construíram passarelas e viadutos, asfaltaram ruas, conquistaram maior atenção das autoridades, realizaram eventos, cuidaram da região e interligaram pessoas. Mais recentemente, encabeçaram a luta contra as cobranças ilegais pelas administradoras dos loteamentos da região.

Hoje, com 17 mil exemplares, distribuídos do km 12 ao km 43 da Raposo Tavares, mantém  a mesma missão de divulgar ações e de ser porta voz da comunidade.

É o jornal mais antigo e respeitado da região. Pesquisa realizada pela PBW Marketing, entre outubro e novembro de 2007, aponta que 75% dos moradores da região lêem jornais, destes, 41% lêem o Jornal d’aqui, 20% o Estado de São Paulo e 18% a Folha de São Paulo. Dos entrevistados, 79% consideram o Jornal d’aqui bom ou muito bom. Desde que foi criado o prêmio “Top of Mind” de Cotia, o Jornal d’aqui o conquistou em todas as edições como a melhor e mais lembrada mídia da região.

Nestes anos a tecnologia colocou o Jornal na Internet, de P&B passou a colorido, seu layout foi mudado várias vezes, a tiragem dobrou e redobrou, mas o espírito do Jornal continua o mesmo: independência e ética acima de tudo.


 
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